A diferença entre curar nossos corações – e quebrar o delas

Que diabos estou fazendo aqui? Estou meio desgostoso, meio bagunçado.

Passei a manhã inteira antes do encontro tentando não chorar e pensando: eu NÃO deveria fazer isso de novo. Mas a pessoa que eu quero não me quis, e eu tenho um credo pessoal sobre não querer ninguém que não me queira de volta.

Só que meu coração não dá a mínima para o meu credo pessoal.

Eu não quero essa coisa de namoro. Quero conexão natural, química e magia. O tipo que muda para compartilhar dias comuns e os torna extraordinários pelo amor.

Eu sei que o namoro é o portal assustador para o que eu quero, mas estou cheia de tristeza e ansiedade por estar enfrentando essa jornada novamente depois da que pensei que seria a última.

Não me senti pronto porque não estou pronto. Mas ainda não aprendi a confiar nessa voz interior que diz: Espere. Não quando eu sinto que isso é tudo que eu já fiz.

Espere alguém me notar. Espere que alguém realmente me veja, todo o meu coração, e não apenas eles mesmos refletidos em meus olhos.

Espere que aqueles que eu amo me amem de volta. Espere que eles saiam – porque eu os vi indo antes mesmo de fazerem as malas.

Espere que a dor e a tristeza inundem, me afoguem, e voltem de novo.

Espere para esmagar. Cair. Para bater. Queimar. Para ser destruído. Para subir. Espere o amor me escolher. Esperando, sempre esperando.

Então, há as vozes nos dizendo que devemos tentar. Arriscar. Sair um pouco.

São vozes sábias e amorosas que não querem nos ver encolher em nós mesmos porque ainda nos lembramos da dor aguda de nossos corações se partindo da última vez que tentamos, arriscamos e saímos um pouco.

Mas quando não estamos emocionalmente disponíveis, devemos ficar em casa e nos guardar para nós mesmos, em vez de sair para quebrar o coração de uma pessoa disponível.

Coloque um sinal de alerta, uma etiqueta de perigo, pequenos cones laranjas.

Não devemos fazer alguém rir até que eles nos amem – não quando não podemos amá-los de volta.

Temos que ESTAR prontos, não querer estar prontos. Há um mundo de diferença. É a diferença entre curar nosso próprio coração e partir o de outra pessoa. Não estou aqui para quebrar ninguém.

Estou aqui para esperar. Para recusar sorrisos doces e convites gentis. Para ir para casa e me manter para mim mesmo até que eu tenha desgastado aquelas lâminas de navalha, até que seja improvável que eu me corte no meu passado ou corte o coração de outra pessoa em tiras no meu presente.

Estou esperando agora. Não por um sinal. Para cura.

Para ter certeza de que não estou me acalmando com um coração que não pretendo manter. Para não desperdiçar o tempo de mais ninguém, incluindo o meu.

Às vezes, a coisa mais desafiadora que podemos fazer é não fazer nada. Para não namorar porque não estamos prontos. Não seguir em frente porque ainda estamos tentando sentir o que estamos sentindo agora.

Claro, não estamos realmente fazendo nada. Estamos curando. Estamos nos dando tempo.

Felizmente, estamos trabalhando em toda essa bagagem emocional que estamos carregando. Estamos aprendendo a amar nossas vidas novamente e a sonhar novos sonhos.

Um dia estaremos prontos. Pode até acontecer tão gradualmente que não nos damos conta até estarmos devolvendo um sorriso ou aceitando um convite sem pensar duas vezes e depois contando os minutos até nos vermos novamente.

Eu amei e perdi antes e vivi para amar e perder novamente – e enquanto essa última parte ainda dói, isso significa que eu posso amar novamente.

Não precisamos praticar em corações inocentes, realizando ensaios gerais até encontrarmos aquele que queremos manter.

Muitos já fazem isso, e o mundo está positivamente cheio de corações partidos que só foram usados ​​como substitutos até que algo melhor surgisse.

Podemos escolher não jogar, não voltar lá até que nossos corações estejam prontos. Para nos mantermos para nós mesmos até que estejamos disponíveis para amar e ser amados.

Até lá, precisamos colocar um sinal de alerta, uma etiqueta de perigo, pequenos cones laranjas. Não devemos estar em um primeiro encontro que já sabemos que será o último.

*DA REDAÇÃO HP. Este artigo foi publicado originalmente em PS I Love You. Foto de Meg no Unsplash


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