“Sorte é estar pronto quando a oportunidade vem”

Opprah Winfrey

 

Por Marina Fanti

Tá aí um assunto que me fascina. A sorte. Sorte como destino, sorte como benção, sorte como consequência. Sorte pode ser pano de fundo, terreno fértil, pode ser talento que se camufla. A sorte vem na quebra da inércia, na mudança de rota, às vezes pela contramão.

Para os supersticiosos ela existe e causa acontecimentos bons e inesperados aos sortudos. Para os céticos, a sorte é fruto do acaso. Há quem diga que nós fazemos nossa própria sorte, outros acreditam que ela simplesmente apareça para quem mais precisa. Não há consenso sobre a sorte.

Sempre me considerei uma pessoa sortuda, com saúde, família de bem, uma casa confortável, educação de qualidade, etc. Porém, foi a partir de 2002 que passei a ser conhecida como uma pessoa incrivelmente sortuda. E isso nunca me convenceu. Explico melhor:

Gosto muito de escrever; desde pequena escrevo. Histórias, roteiros de filmes caseiros, poesias… Eis que resolvi participar de um concurso de texto para um jornal bem conhecido e ganhei em primeiro lugar. Virei capa de revista, passei um mês morando na Inglaterra com curso de inglês, casa, comida, passagens, tudo pago. Disseram que era sorte. Engoli seco. Depois disso, ganhei mais seis outros concursos de textos, todos em primeiro lugar: provedoras de canais pagos de tv, jornais, revista de cinema, página do facebook, radio… Foram mais seis viagens como prêmios: Olimpíadas na Grécia, torneio de tênis em Paris, duas viagens para os parques da Disney, resort de luxo na Amazônia e uma viagem cultural a Buenos Aires. Tudo com acompanhante e todas as despesas pagas. “Que menina de sorte”, diziam!

Nunca me conformei. Gostaria que todos vissem o quanto estudei de português para escrever razoavelmente bem. Queria que vissem quantos textos enviei para cada concurso; o quanto de tempo dediquei a elaborar respostas criativas e diferentes dentro de cada tema; adoraria que soubessem quantas noites em claro passei pensando no quê responder em cada um, no tanto de energia que investi para que meus textos fossem os escolhidos, e não sorteados, entre milhares de outros.

Para se colher sorte é preciso semear e cultivar sorte. Queria que soubessem que semeei minha sorte e continuo semeando… Mesmo assim, ainda escuto que tenho sorte.

O livro “A Boa Sorte”, de Alex Rovira Celma e Fernando Trias de Bes fala exatamente sobre isso. Trata-se de uma história sobre como criar as condições favoráveis para atrair a boa sorte, para que ela nos ajude diante dos momentos mais difíceis. A boa sorte é tratada como resultado de uma série de atitudes, algo que poderá nos acompanhar para sempre, uma fonte inesgotável de prosperidade, uma vez que é criada por nós mesmos, e não circunstâncias externas e fora de nosso alcance. É mais ou menos assim que eu enxergo a sorte.

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “a sorte embaralha as cartas, e nós jogamos”.

Então como jogar para ganhar?

1 – Prepare-se: os sortudos são aquelas pessoas que trabalham para alcançar o seus sonhos, que criam circunstâncias adequadas para alcançá-los.

2 – Mude de estratégia: Se você não tem a boa sorte agora, talvez seja porque está sob as circunstancias de sempre e seja preciso mudar. Só quem muda a rota muda o vento. E os ventos da mudança podem estar repletos de “sorte”. Não tema em ir na contramão, se assim lhe parecer o certo!

3 – Permita-se ser ajudado: peça ajuda e se abra com as pessoas em que confiar. Busque por aliados em seus projetos. Quanto mais pessoas estiverem dispostas a ajudar, mais fácil será realiza-los. Além disso, criar as condições favoráveis nas quais outros também ganhem atrai boa sorte.

4 – Tenha um Norte: tenha em mente o que deseja, depois planeje um caminho e siga adiante. Tenha um Norte que guie suas ações, assim será mais fácil chegar onde quer.

5 – Seja perseverante e dedicado: elabore um plano e siga-o firmemente; dedique-se 100% para alcançar a sua meta. Não procrastine, se você deixa para amanhã o trabalho que precisa ser feito hoje, a boa sorte talvez nunca chegue.

6 – Reconheça sua sorte: sua família, seu parceiro(a), seu emprego, sua casa, sua saúde… Talvez nada disso seja perfeito, mas só o fato de ter estes “recursos” já é o suficiente para se considerar uma pessoa de sorte.

E você? Cultiva sua sorte?

 

 

 

RECOMENDAMOS


COMENTÁRIOS




Homem na Prática
Queremos falar de forma descontraída sobre o universo masculino sem qualquer estereótipo. Prazeres, Família, Trabalho, Finanças, Futuro e Gastronomia. Papo aberto, franco e direto!