Adoro conversar com pessoas inteligentes.

Eu adoro conversar com pessoas inteligentes. Elas conseguem debater com elegância e argumentos. Não se trata de diplomas na parede, mas de saber escutar e falar, de te enxergar, de saber ser.

A inteligência tem mais a ver com a maneira como você se coloca perante o outro do que com a quantidade de livros que você leu. A inteligência é elegante, sensível e, sobretudo, empata.

Digo isso porque, sem se colocar no lugar de outro, a pessoa não consegue adequar sua fala à escuta de quem está ali ao lado. É preciso perceber as pessoas à sua volta, para que você possa ser ouvido, ouvir e estabelecer interação.

Quem age e fala somente de dentro para fora, sem se importar com ninguém, não será ouvido, não será levado em consideração. No máximo, essa pessoa apenas conseguirá machucar alguns, de maneira egoísta e desrespeitosa.

Pessoas inteligentes não se preocupam em convencer a qualquer preço, porque sabem que trocas são mais eficazes do que imposições.

Quando alguém nos escuta, temos a tendência a ouvi-lo também. Perceba que parecemos criar uma barreira quando o outro vem querer forçar que aceitemos o que ele quer, sem dar espaços a nossas falas. A inteligência dialoga, interage, cria laços de mão dupla, em que as trocas são a base da relação estabelecida.

Por isso é que não costumo atrelar a inteligência tão somente a escolaridades, diplomas, conhecimento enciclopédico.

Conheço gente super bem informada, estudada, diplomada, que não consegue ouvir ninguém, apenas precisa de ego alimentado enquanto explana sozinha de seu pedestal.

Quem não consegue alcançar o maior número de pessoas e suas variedades não vai alcançar muita coisa. Pessoas inteligentes saem da bolha. E isso é necessário para a oxigenação constante de ideias.

Não tem como não gostar de quem nos olha e nos enxerga. De quem nos entende e nos escuta. De quem nos acolhe sem julgamentos. De quem percebe nossa dor.

Não tem como não valorizar quem usa seus saberes para ajudar e espalhar amor. Inteligência é amor. Seja quem acolhe, não quem condena.

O mundo precisa de sabedoria sem arrogância, de sensibilidade, de solidariedade. E isso a gente consegue com o exemplo de pessoas que são realmente inteligentes. Tão necessárias.

*DA REDAÇÃO HP. texto de Prof. Marcel Camargo. Foto de Toa Heftiba no Unsplash


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