As guerras só acabarão quando o masculino for curado

O masculino está doente, e somos formados, homens e mulheres pela dicotomia masculino e feminino. Ambos temos os dois, e precisamos aprender a honrar as duas partes.

Do masculino vem a liderança, o intelecto, o poder… Do feminino vem o carinho, a compaixão e a passividade…

Isso quer dizer que não são só os homens que são inteligêntes e não são só as mulheres que são carinhosas. Visto isso, não podemos dizer a uma garotinha que se vê como uma mulher, que ser masculino é usar a inteligência, senão, ela se verá menos inteligente.

A identidade é formada pela nossa identificação, ao feminino e ao masculino, e essa identificação precisa ser equilibrada. É totalmente desnecessário classificar metade de uma personalidade para um gênero.

Feminino e Masculino só ficam em equilíbrio quando a misoginia está profundamente semeada.

Nós estereotipamos as mulheres como fracas e passivas e vemos os homens como fortes e assertivos. Esses traços e todos os outros só são aprimorados quanto mais estereotipicamente masculinos ou femininos forem.

No entanto, se realmente removêssemos o gênero e julgássemos todos como indivíduos, sem nosso preconceito, só poderíamos atribuir características com base em nossas interações.

Qual deve ser o objetivo final, ver uns aos outros como humanos primeiro e perceber o gênero depois.

Se fizéssemos isso, não teríamos pontos de ancoragem para atribuir ‘Lógica, Paciência, Força ou liderânça’. Em vez disso, veríamos apenas indivíduos complexos com personalidades que não dependem de gênero ou raça.

“Olhe para aquele líder incrivelmente criativo, sempre empático e assertivo” pensa que é um homem, mas
se admiraquando é uma mulher.

Rótulos ambíguos de tamanho único não têm sentido e geram guerras. Devemos curar o masculino em nós, e não separar os gêneros.

Para isso, precisamos desenvolver uma autoanálise para perceber se estamos agindo em desequiíbrio, ou muito no feminino u muito no masculino. Não devemos ser uma coisa só, devemos unir as nossas partes e acrescentar o que vemos que nos falta, ou amenizar o que vemos que estamos excedendo.

Se estamos agindo demais com o intelecto e percebemos que isso está prejudicando alguma área da vida, talvez a afetiva, precisamos tomar consciencia e trazer mais do feminino para essa área. Esse equilíbrio precisa acontecer.

Mas o que venho é que o masculino está doente, não os homens, mas o masculino, em homens e mulheres. Se não há um equilibrio, se só olhamos a vida com racionalidade, sse só buscamos o poder e afirmar a nossa inteligência, promovemos guerras em nossos relacionamentos, pequenos conflitos, até uma guerra de alcance mundial.

*DA REDAÇÃO HP. Foto de Ivan Lapyrin no Unsplash.


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