Assédio e abuso vão muito além de bater ou provocar.

Às vezes, o assediador é um verdadeiro reflexo do que se promove em nosso meio: a rejeição da excelência, a anulação da diversidade. A exclusão da originalidade.

Um alvo vulnerável é escolhido, sem privilégios. Além disso, não é apenas uma questão de raiva, mas a consequência óbvia do fracasso de todos que estão em volta, em detectá-la a tempo.

Crie consciência e não indiferença.

Muitos adultos começam a se comportar como “crianças”. E esse comportamento infantil pode causar grandes danos.

Muitos pais, questionam os professores sistematicamente, negam qualquer comportamento errado de seus filhos. Eles estigmatizam o comportamento de outras crianças, amplificam e arejam qualquer briga entre elas ao invés de optarem pelo diálogo. Isso também é um bullying silencioso, do qual ninguém fala.

Esses pais transformam seus filhos em bonecos quebrados de suas frustrações. Sem perceber, eles criam condiçoes em casa para que os filhos reproduzam abusos e assédios na escola.

a superproteção ao mesmo tempo que a delegação absoluta às escolas de uma instrução de responsabilidade dos pais está causando sérios problemas de disciplina e revelando crianças e jovens com uim grave problema de empatia.

A falta de empatia é a causa de inúmeras situações de assédio, leva crianças a cometer abusos que, muitos adultos, ficam sem saber como lidar.

É preciso que os pais identifiquem e se responsabilizem e não coloquem todo o peso nas costas da escola. É de pequeno que se cria um cidadão de bem. Mas é evidente a falta de compromisso com a educação que muitos pais têm.

Uma grande quantidade de pais que trabalham o dia todo, querem que os filhos fiquem cada vez mais tempo na escola, na verdade, eles precisam que os filhos fiquem, mas essa falta de atenção e orientação famíliar é sim, uma forma de abuso e de assédio em relação os próprios filhos, que se sentem perdidos, e não desenvolvem o conhecimento necessário para agir de forma empatia com os outros.

Em alguns casos, a falta de atenção, e orientação e o excesso de indiferença ou preocupação, é também uma forma de abuso que se sente tão dolorosamente quanto bater ou provocar. Obviamente, não há nada que justifique bater em uma criança, e é bem provável que uma criança reflita o que vê em casa, na escola.

*DA REDAÇÃO HP. Foto de Kinga Cichewicz no Unsplash


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