Enquanto muitos casais optam por morar juntos antes do casamento, como um test drive para a vida conjugal; outros têm optado por morar separados, para manter a individualidade e o clima de começo de namoro. O termo para este tipo de relação é LAT, que em inglês é a abreviação para Living Apart Together, ou vivendo juntos separados.

O fato de optarem por morar separados, mesmo estando juntos tem muito a ver como a necessidade de manterem a independência e o estilo de vida próprios, que seriam afetados se dividissem o mesmo teto.

Esses “casais modernos”, como podem ser chamados em português, costumam ter um perfil bem específico: casais mais velhos, muitas vezes já no segundo casamento, com filhos do primeiro relacionamento ou que têm um dos pais, geralmente idosos, morando com eles. Costumam ser pessoas com mais estabilidade financeira, que não precisam contar com um parceiro para arcar com as despesas da casa.

A decisão por este tipo de arranjo acaba sendo feita como uma forma de assegurar que o relacionamento prospere, uma vez que a rotina pode ser extremamente desgastante para um casal. Dividir contas, tarefas, precisar conviver com entes do companheiro, amigos, animais, ou hábitos muito diferentes, como horários para dormir, incompatibilidades de agenda, proximidade do trabalho e conveniência apenas para um dos dois, entre outras causas, consistem nos argumentos mais usados na hora de decidir “separar os trapinhos”.

Morar separado, na maioria destes relacionamentos modernos não envolve liberdade sexual. O acordo de exclusividade permanece, uma vez que compartilham a ideia de compromisso. Apesar da distância geográfica, esses casais se sentem amparados e próximos, apenas optam por não partilhar os deveres e chatices do dia a dia.

Há relações duradouras, mas nem todas as pessoas que aderem a este modelo compartilham do lema “até que a morte os separe”. Por serem em grande parte mais velhos e experientes, compactuam da visão de que o importante é serem felizes no presente, e caso decidam seguir rumos diferentes, os danos serão menores se tiverem mantido suas vidas de forma autônoma e independente da dos parceiros.

O aumento deste tipo de relacionamento está associado às mudanças socioculturais pelas quais temos passado. Novas configurações familiares têm sido mais aceitas socialmente, a expectativa de vida é cada vez maior, a taxa de divórcio só aumenta, há cada vez mais filhos fora do casamento e é cada vez mais difícil trocar de emprego e manter a estabilidade financeira.

Além disso, com as facilidades tecnológicas, como as redes sociais (whatsapp, telegrama, messenger, etc), a comunicação permanece, mantendo a sensação de proximidade do parceiro, apesar da distância. Manter o emprego se tornou tão ou mais relevante do que manter um relacionamento, o que também colabora para essa flexibilidade amorosa dos casais LAT.

Quem adere ao formato “cada um na sua casa” se diz satisfeito com a relação. Ter os endereços diferentes não significa para eles “cada um com seus problemas”, ou que eventualmente não compartilhem da mesma casa nos finais de semana, férias ou quando sentirem vontade. Estes casais apenas optam por preservar a autonomia de um começo de namoro, sem fardos, ou desgastes que julgam desnecessários.

O modelo LAT  não é para todos. Os muito apegados, ciumentos, os menos abastados financeiramente, os que têm filhos em comum, são alguns dos casais que preferem o modelo tradicional de morar juntos. Assim, decisão de ser um casal moderno, ou LAT, precisa ser bem racional e estudada para funcionar.

Havendo consenso, a coisa tende a prosperar… Por isso, seja lá qual for o modelo de seu relacionamento, o essencial é que ele seja recíproco, verdadeiro e traga felicidade, porque amor é amor, seja aqui ou lá, seja lá onde for!

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