Na música e na poesia o termo “dor de cotovelo” sempre foi um tema corriqueiro. Elis Regina chegou a imortalizar o jargão numa canção que leva este nome, onde sabiamente dizia: “O bar não é doutor que cure a dor de cotovelo”. Sabiamente, porque ela já devia ter ciência de que assim como corações partidos, ela pode ter sua causa também nos esforços intensos e repetitivos realizados principalmente por músculos extensores do punho, sobrecarregando-os.

Na literatura médica, o termo também é bastante corriqueiro. Mas o nome que se dá a esta patologia é bem menos carismático: epicondilite lateral. Professores, jornalistas, escritores, odontologistas e esportistas, como os tenistas de final de semana, pela natureza de seu trabalho, estão entre os mais acometidos pela doença. A rigor, a epicondilite lateral é definida como uma degeneração dos tendões que se originam no cotovelo e que atinge principalmente os músculos extensores do punho e dos dedos.

Geralmente, a epicondilite lateral começa como uma leve sensação dolorosa na face externa do cotovelo e que se irradia ao longo do antebraço. Com o passar do tempo e constante sobrecarga por esforços repetitivos, a área acometida torna-se dolorosa até ao simples toque e a dor pode se propagar do cotovelo até ao punho. Levantar objetos, principalmente com o antebraço estendido, torna-se extremamente doloroso. Gestos de rotação, como girar uma maçaneta, tornam-se impossíveis.

Para suportar realizar atividades diárias e voltar às atividades profissionais, é fundamental procurar por tratamento. A avaliação de um ortopedista pode excluir a hipótese de outras doenças e indicar a melhor forma de tratar a epicondilite. Inicialmente, a doença é tratada de modo conservador, por meio de uso de medicação antinflamatória e analgésica e sessões de fisioterapia por um período de três meses. Uma pausa na realização das atividades que causem a sobrecarga do membro também pode ser necessária.

A intervenção cirúrgica costuma ser indicada apenas para os casos em que não houver melhora progressiva com o tratamento conservador. Já as idas ao bar, como bem pontuou Elis, essas nem de longe vão curar a dor de cotovelo…

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