Filhos adultos que moram com os pais podem se tornar medrosos, preguiçosos e submissos.

Luiz Scocca, psiquiatra pelo HC-FMUSP (Hospital das Clínicas Hospital da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), disse em entrevista a Uol que resolver problemas diários por conta própria traz responsabilidades, resiliência e uma força de personalidade e de caráter necessários -o que seria perdido no caso de quem divide a casa com os pais na vida adulta.

É claro que existem casos onde é necessário cuidar dos pais idosos, há filhos que moram com os pais porque querem companhia ou ajudá-los, quando doentes, sozinhos e idosos, por exemplo. Mas aqui estamos falando de pais saudáveis que precisam sustentar e cuidar de filhos adultos.

“Se esse adulto não colabora com os afazeres ou despesas, os problemas não são nem futuros, mas presentes, e podem repercutir em dificuldades para gerir as próprias finanças, relacionar-se, estabelecer a própria família e até criar filhos”, adverte Blenda de Oliveira, psicóloga e psicanalista pela SBPSP (Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo). De acordo com ela, nessa situação o adulto não se desenvolve e pode apresentar atitudes ou decisões muito infantis, disse a UOL.

Um filho não se torna folgado e preguiçoso sozinho, ele se torna porque os pais são coniventes com esse comportamento inadequado. Muitos pais, protegem demais seus filhos, e com isso, os fazem dependentes e submissos. Não devemos olhar para esses homens e mulheres que moram com os pais, quando possuem total capacidade de viverem suas vidas de forma independente, como sendo alguém que se acomodou, mas sim, como pessoas que se enfraquecem diante da postura conivente dos próprios pais.

O fato é que pais que são moles com os filhos, recebem em troca, ingratidão e descaso com a própria vida. É preciso impor limites e preparar os filhos para o mundo, os deixando livres para escolher os seus próprios caminhos, mesmo que não concordemos com as suas escolhas. Quando colocamos os filhos no mundo, temos a função de orientá-los e não, de viver a vida deles. Caso contrário, nos depararemos mais para frente com adultos medrosos, preguiçosos e submissos.

*DA REDAÇÃO HP. Foto meramente ilustrativa


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