“Não quero falar com ninguém”: Quando a gente se isola do mundo.

A falta de motivação para socializar não é um quadro clínico. No entanto, é um problema quando nos faz sentir culpados e em dívida com o nosso entorno.

Todos nós precisamos de períodos de solidão. Alguns por um dia, outros por mais tempo. No entanto, se o que você sente é um severo e contundente “não quero falar com ninguém”, é possível que a questão seja mais profunda, e estejamos até falando de um grande desconforto.

Para saber se essa recusa em ver os outros é um problema, você terá que parar e fazer uma análise da situação.

Há quanto tempo você está assim? O que seus entes queridos dizem sobre isso? Você está fazendo algo para mudar a situação? Até que ponto você acha que controla o que acontece com você a esse respeito?

Neste espaço falaremos sobre alguns dos motivos mais comuns pelos quais alguém não gostaria de ver os outros.

Quando você se isola, isso se torna um problema quando gera sofrimento e afeta a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos.

Por que não quero falar com ninguém?

A socialização é uma necessidade psicológica básica. Somos uma espécie gregária e o isolamento contínuo causa sérios danos ao bem-estar emocional e psicológico.

Portanto, quando alguém se recusa a ver seus entes queridos (e, em geral, todos os outros) de forma contínua, é possível suspeitar de problemas mais graves do que o cansaço social.

Isso é um transtorno? Para identificá-lo, é aconselhável procurar um profissional com conhecimento e experiência. Além disso, nesse sentido, você pode realizar uma reflexão prévia.

Aqui estão algumas das razões pelas quais alguém se isola dos outros:

– Distimia: Este transtorno afetivo é caracterizado por um sentimento generalizado de apatia e necessidade de isolamento, pois a melancolia e a tristeza são o tom usual dos sentimentos. Não deve ser confundido com depressão e deve-se consultar um psicólogo.

– Depressão: outra opção é que este quadro clínico esteja presente. Embora pareça fácil de reconhecer, a verdade é que as pessoas o manifestam de maneiras muito diferentes. A tristeza profunda e contínua que caracteriza a depressão também pode assumir a forma de apatia.

– Apatia: este sentimento, quando ocorre de forma generalizada e uniforme ao longo do tempo, é geralmente devido a um conjunto de condições vitais e deficiências que levam a pessoa a não querer ver ninguém.

Um exemplo é viver em um ambiente cotidiano estressante ou ter um emprego com condições de exploração.

– Luto: a perda pode nos fazer sentir a necessidade de nos afastarmos de qualquer ambiente social para estabelecer as bases do que uma nova vida pode ser.

A falta de contato pode acabar agravando o problema básico.

O que eu faço se sinto que quero me isolar e não consigo superar isso?

Todas essas explicações são muito boas, mas não nos dão uma saída quando nosso desejo de solidão nos causa desconforto. No final, a falta de contato acaba agravando o problema básico, de modo que a pessoa corre o risco de entrar em um loop em que a solidão o deixa triste e a tristeza o empurra para a solidão.

Por isso, para quebrar esse ciclo, seguem algumas dicas para se conscientizar do problema e começar a buscar soluções. Não perca:

Identifique a causa porque você se isola: reflita sobre suas últimas experiências, como você as processou ou quais estressores você tem que suportar em seu ambiente.

Sem conhecer esse fato, você não será capaz de descobrir o que precisa mudar em sua vida para começar a melhorar.

Avalie até onde você está indo com sua recusa em ver alguém: você realmente não vê ninguém?

O que te faz sentir essa necessidade de isolamento? Há quanto tempo você está assim?

Seus entes queridos estão se afastando de você?

Todas essas perguntas são necessárias, pois são elas que podem indicar que você precisa de ajuda profissional.

Trabalhe para melhorar seu humor: no final, não se relacionar tem consequências em todas as áreas de sua vida.

Mesmo que você não esteja falando com ninguém no momento, você sempre pode começar a se exercitar, encontrar um bom tempo sozinho, pegar um hobby e assim por diante. Isso lhe dará uma base mental que lhe permitirá enfrentar o problema.

Dê a si mesmo tempo: ninguém tem o mesmo ritmo para se adaptar a novas circunstâncias, superar um duelo ou resolver um problema.

Naturalmente, a dor e a tristeza de um determinado evento se curarão por conta própria, então leve o tempo que precisar.

O desejo de isolamento social se torna um problema quando nos causa sofrimento, quando nos faz sentir mal conosco mesmos.

Em última análise, a melhor recomendação que podemos fazer é que você se coloque nas mãos de um profissional.

*DA REDAÇÃO HP. Via LLM Foto de Warren Wong no Unsplash.


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