Não há quem não conheça o termo “estresse”. Uma busca no google detecta 17 milhões e quinhentos mil resultados sobre o tema. Isso apenas comprova quão popular ele é na atualidade.

Por definição, o estresse é principalmente uma resposta física. Sob estresse, o organismo reage como se estivesse em perigo, sob ataque e libera uma mistura complexa de hormônios, como adrenalina, cortisol e norepinefrina, que prepararam o corpo para uma reação física. As pupilas se dilatam, a boca fica seca, o coração acelera, pode haver sensação de tremedeira e pernas bambas, tontura, enjoo, falta de ar…

Apesar dos sintomas e reações desagradáveis que provoca, o estresse não é de todo mal. Foi ele quem nos permitiu sobreviver como espécie, nos fazendo reagir rápida e eficazmente às situações de risco. Foi e é um companheiro do homem na evolução. Por meio do estresse, pudemos nos defender dos perigos ao longo da existência e chegar até os dias de hoje.

Uma pesquisa da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, concluiu que ratos submetidos a um rápido e forte estresse se tornaram mais fortes para lidar com uma gripe. Generalizando para a uma população de humanos, os pesquisadores descobriram que se presente por um curto período, o estresse poderia diminuir os riscos de desenvolver doenças como diabetes, doenças do coração, câncer e alzheimer, uma vez que o corpo, em estado de atenção, alertaria o sistema imunológico, protegendo o corpo contra infecções.

Assim, na medida certa, sob circunstâncias que demandem de fato atenção e resposta imediata, como livrar-se de ameaças, o estresse é um fator positivo. No entanto, a partir do momento em que o organismo passa a reagir exacerbadamente aos estímulos do ambiente, percebendo como perigos e ameaças situações que não são desta natureza, surgem os prejuízos à saúde.

Quando o corpo entra em estado de estresse em situações inadequadas, o fluxo sanguíneo é direcionado prioritariamente para os músculos mais importantes e necessários para lutar ou fugir, de modo que as funções cerebrais são minimizadas. Na prática, isso leva ao comprometimento das funções racionais, como a memória, senso de julgamento e crítica, por exemplo.

Por longos períodos, o estresse é prejudicial à saúde. Os resultados de níveis elevados de cortisol, o hormônio do estresse, podem ser um aumento nos níveis de açúcar e da pressão sanguínea, além de diminuição da libido. Problemas gastrointestinais, queda na imunidade, além de comportamento irritadiço podem sinalizar altos níveis de estresse.

Quando exposto a altos níveis de estresse, o organismo prepara o indivíduo para ter basicamente três tipos de reações: o instinto de luta, fuga ou congelamento.

Reação de luta

Quando o corpo entra em estado de estresse, podemos nos sentir agitados e agressivos, por conta da reação natural de nossos corpos ser de “lutar”. Como forma de se livrar de predadores e perigos reais pode ser uma reação muito útil, mas em situações desnecessárias, onde não existe esse risco, reagir desta maneira pode não só comprometer os relacionamentos, como acabar levando o indivíduo para a cadeia.

Reação de fuga

Algumas pessoas têm como padrão comportamental se esquivar dos fatores estressores. Em vez de enfrentarem os perigos, tendem a reagir com um instinto de fuga; uma função que pode lhes salvar a vida, se estiverem em um ambiente perigoso. Na vida cotidiana, porém, esse instinto natural pode potencializar ainda mais uma situação estressante. Isso porque, eventualmente pode sim ser necessário o enfrentamento dos fatores e eventos estressantes a fim de eliminá-los.

Reação de congelamento

Para algumas pessoas, o estresse desencadeia o cenário de “desregulação”. A energia mobilizada pela ameaça fica “bloqueada” a pessoa simplesmente não consegue reagir de nenhuma forma. Essa resposta às vezes se revela quando respiramos. Segurar a respiração ou manter a respiração superficialmente são formas de congelamento. O suspiro ocasional é o sistema nervoso alcançando sua ingestão de oxigênio.

O estresse foi eleito como um grande inimigo, mas ele tem um papel fundamental na nossa sobrevivência e pode ser encarado como um aliado. A psicóloga Kelly McGonigal propôs numa pesquisa que descreve que o estresse em doses e situações apropriadas é algo positivo, e sugeriu um mecanismo para redução do estresse, quando ele for exacerbado e fora de hora: aproximar-se dos outros.

Uma das técnicas comprovadas e que ela pontua para ajudar a minimizar os níveis de estresse é cultivar sentimentos positivos, como a gratidão no dia a dia. Práticas como relaxamentos, meditação, terapia, acupuntura, além de descansar e dedicar tempo suficiente ao lazer também são formas de atenuar o estresse e retomar o prazer na própria vida.

Em 1967, os psiquiatras Thomas Holmes e Richard Rahe, após avaliarem os registros médicos de mais de 5 mil pacientes (o estado de saúde relacionado à ocorrência de fatores estressantes) desenvolveram uma escala do estresse. Conheça aqui o teste e confira se está prestes a ter um colapso nervoso!

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